A Ordem do Ensino de Ciências - Livro Físico

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Por que este livro

Há cada vez mais material didático, mais tecnologia em sala de aula, mais cursos de formação. E, no entanto, o aluno chega ao fim do percurso escolar incapaz de descrever o que viu, de nomear corretamente o que estudou e de pensar a natureza com profundidade. Por que isso ocorre, se nunca tivemos tantos recursos?
Este livro responde à pergunta de modo direto: a crise do ensino de Ciências não tem origem na escassez de métodos ou ferramentas, mas na perda dos critérios clássicos sobre como o ser humano aprende. Quando se ignora a ordem própria pela qual a inteligência se forma, o ensino perde proporção — exige da criança o que ela ainda não pode dar e a mantém presa àquilo que já deveria ter superado.
O que esta obra propõe
A Ordem do Ensino de Ciências não é um manual nem uma proposta de mais um método entre tantos. É uma chave clássica — fundada em Aristóteles, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Hugo de São Vítor e na Ratio Studiorum — para recuperar aquilo que outrora era pressuposto: que a inteligência humana percorre etapas reais, e que ensinar bem é respeitar essas etapas, conduzindo o aluno do simples ao complexo, do sensível ao inteligível, da observação à sabedoria.
O livro apresenta essas etapas sob o título de três idades pedagógicas, ferramentas antropológicas que descrevem fases reais da formação intelectual:

A Idade do Animal — o Ensino Fundamental I, em que a criança conhece pelos sentidos, e o ensino de Ciências constrói o repertório de observações, imagens e reconhecimentos que sustentarão toda abstração futura.
A Idade do Adão — o Ensino Fundamental II, em que o aluno, à imagem do Adão do Gênesis, aprende a observar, distinguir e nomear o real segundo a natureza de cada coisa. É o primeiro momento propriamente intelectual.
A Idade do Salomão — o Ensino Médio, em que a razão já formada exige síntese, hierarquia e juízo, e o ensino de Ciências deixa de ser meramente técnico para tornar-se orientação sapiencial, capaz de integrar o conhecimento numa visão ordenada da realidade.

 

O que o leitor vai encontrar

Uma análise da crise atual do ensino de Ciências e suas raízes filosóficas
O lugar próprio das Ciências na formação intelectual, dentro da hierarquia clássica dos saberes
Os princípios permanentes do Trivium e do Quadrivium, e sua aplicação ao ensino científico contemporâneo
A figura do mestre e a autoridade intelectual no ensino — recuperando o que a pedagogia moderna esvaziou
A questão dos limites institucionais e curriculares, e a prudência pedagógica diante deles
A unidade do método que percorre as três idades, e o sentido último do ensino de Ciências como formação da alma

 

Para quem este livro foi escrito

Pais que educam seus filhos em casa ou que desejam compreender e acompanhar criticamente a educação científica recebida na escola.
Professores de Ciências — sobretudo os que trabalham em escolas católicas, clássicas ou tradicionais, e que buscam fundamento antropológico e filosófico para sua prática.
Educadores e coordenadores pedagógicos comprometidos com a renovação da educação a partir de fontes clássicas.
Estudantes de pedagogia, filosofia da educação e ciências da natureza que buscam uma visão integrada do ensino científico.
Todo leitor que reconheça que a educação não pode prescindir de uma concepção verdadeira do homem.

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